quinta-feira, 23 de maio de 2019

Centrão articula derrota de Moro que perdeu o COAF

O Centrão seguiu o script que traçou desde o início e retirou na noite desta qaurta-feira o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) das mãos do ministro da Justiça, Sérgio Moro. O órgão deve voltar para o Ministério da Economia.

A votação foi apertada. Com uma diferença de apenas 18 votos – o placar foi 228 a 210 –, o governo não conseguiu evitar o novo revés imposto pelo Centrão, mais uma vez aliado a partidos de oposição. Deputados justificaram que em vários países o órgão de inteligência financeira é vinculado ao Ministério da Economia e não faria sentido o Brasil mantê-lo na Justiça apenas para agradar a Moro.

“Muitos dos que votaram pela mudança do Coaf votaram com medo, porque têm ficha corrida”, disse o líder do DEM, Elmar Nascimento, um dos principais nomes do Centrão. Após o discurso inflamado do colega de partido, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a sessão sem que todos os destaques ao texto tivessem sido votados. “O clima ficou pesado”, justificou. Nova sessão foi marcada para as 9h desta quinta-feira, 23.

Coaf teve participação ativa na Lava Jato

Moro não escondeu sua decepção com o resultado, que representou mais uma derrota para sua gestão. “Lamento o ocorrido. Faz parte do debate democrático. Agradeço aos 210 deputados que apoiaram o Ministério da Justiça e o plano de fortalecimento do Coaf”, afirmou ao Estado.

O órgão teve participação ativa na Operação Lava Jato e sua incorporação à Justiça foi um pedido do ex-juiz a Bolsonaro ao assumir a pasta.

Placar. O resultado foi mais uma demonstração de força do Centrão – DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade. Dos 118 parlamentares desses partidos na sessão desta quarta, 87 votaram contra Moro. Outros 89 votos foram dados por deputados da oposição – PT, PSOL, PSB, PCdoB e PDT. Por outro lado, todos do PSL, do PV, do Podemos, do PHS, do PMN, do Cidadania e do Novo votaram com o governo. Já o PSDB ficou dividido: foram 21 a favor de Moro e 5 contra. Um dos principais articuladores do Centrão, o líder do PP na Câmara, Arthur Lira (AL), se limitou a dizer que o “placar fala por si”.

Blog do BG


Governo quita valor para compra do Teleférico de Santa Cruz

O Governo do Estado anunciou nesta quarta-feira (22), a quitação do valor de compra de um dos mais importantes e aguardados equipamentos turísticos da região Trairi: o teleférico do município de Santa Cruz. A cidade será a primeira a possuir esse tipo de bondinho no RN, que já pode ser transportado da Suíça, país de sua fabricação, ao Rio Grande do Norte. 

Orçado em R$ 693.580,39, parte deste valor já havia sido pago com contrapartida da Prefeitura de Santa Cruz (R$ 68.358,04) e pelo Governo do Estado (R$ 209.000,00), durante a gestão anterior. O atual governo quitou dois terços do montante e desembolsou, com recursos próprios, mais R$ 416.222,35 para concretizar a compra do teleférico.

“Santa Cruz é um dos destinos religiosos mais procurados do Estado, graças à maior imagem católica do mundo que temos o orgulho de abrigar. O teleférico vai potencializar essa atividade turística, movimentando a economia de toda a região”, disse a governadora Fátima Bezerra, que esteve na cidade para participar da Procissão de Santa Rita de Cássia, padroeira do município. 

As obras para instalação do equipamento começaram em 2014 e estão sendo feitas pela empresa Rowema, de origem Suíça que instalou os teleféricos das cidades de Aparecida do Norte, Canela e Balneário Camboriú. O teleférico via ligar a Praça da Igreja Matriz de Santa Cruz ao complexo turístico Alto de Santa Rita, onde se encontra a maior estátua religiosa do mundo, de 56 metros de altura.


sábado, 18 de maio de 2019

VER. PAULO CÉSAR BEJÚ SERÁ UM DOS PADRINHOS DO NOVENÁRIO DE SANTA RITA DESTE SÁBADO.


Paulo César Bejú, católico e devoto de Santa Rita de Cássia, que ocupa uma cadeira de vereador no município de Santa Cruz, será um dos padrinhos do novenário da padroeira da cidade, neste sábado. 

- "Me sinto honrado e agraciado em poder ser um dos padrinhos do novenário, sobretudo pela fé que deposita na Santa das Causas Impossíveis". Disse o vereador


sexta-feira, 17 de maio de 2019

Ministro da Educação dá dados errados sobre pesquisa científica e vagas em creches

Enquanto protestos ocorriam em mais de 170 cidades brasileiras, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, voltou a defender o contingenciamento de gastos do governo federal na pasta em audiência na Câmara na última quarta-feira (15). A Lupa checou. Veja:

“No Brasil, a pesquisa científica está baseada principalmente em Ciência da Saúde, Ciências Exatas, Ciências Biológicas, Engenharia e Agricultura. (…) Onde estão as bolsas [de pesquisa]? Elas estão justamente nas áreas que não geram a produção científica”
Abraham Weintraub, ministro da Educação, em sessão na Câmara no dia 15.mai.2019

FALSO Das 101.372 mil bolsas oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), 57.677 —ou 56,8%— são para as áreas de ciências da Saúde, Exatas, Biológicas e Agrárias e de Engenharia, citadas corretamente pelo ministro como as que têm maior produção científica no país. Já o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) oferece 84.031 bolsas, das quais 61.623 —ou 73,3%— são para as cinco áreas citadas por Weintraub. Em nota, a assessoria de imprensa do Ministério da Educação (MEC) informou que ele se referia às bolsas da Capes, e que o número de bolsas para Ciências Humanas supera o de Ciências da Saúde e de Ciências Agrárias individualmente.

“Nós abandonamos (…) as creches. Quantas vagas foram abertas pelos governos anteriores?”
Idem

FALSO Desde 2010, o número de matrículas em creches públicas cresceu 73,5%. Naquele ano, o último do mandato do ex-presidente Lula, havia 1,3 milhão de crianças matriculadas em creches públicas. No final de 2014, último ano do primeiro mandato de Dilma Rousseff, eram 1,8 milhão. Em 2018, no fim do mandato de Michel Temer, o número cresceu para 2,3 milhões. Na pré-escola, o crescimento foi similar. Os dados são das Sinopses Estatísticas da Educação Básica. Em nota, a assessoria do MEC informou que a proporção de crianças matriculadas em creches (31,9%), enquanto a meta para 2024 é de ter 50% das crianças nessa faixa etária matriculadas.

“Nós já recebemos 50 reitores para conversar”
Idem

EXAGERADO A análise das agendas dos dirigentes do Ministério da Educação mostra que houve reuniões com 21 reitores de universidades federais desde que Weintraub assumiu o cargo. As reuniões não foram diretamente com o ministro. A maioria deles foi recebida pelo secretário de Educação Superior, Arnaldo Barbosa de Lima Júnior. Os encontros concentraram-se entre os dias 23 de abril e 3 de maio de 2019, mas nem todos foram marcados para discutir os cortes das verbas em universidades federais. Em pelo menos seis ocasiões os temas descritos na pauta estavam relacionados a outros assuntos, como apresentação de balanço de um ano de gestão ou as obras do Museu Nacional. Em nota, a assessoria do MEC disse que o ministro já recebeu 20 reitores e que Lima Júnior recebeu 31, mas não esclareceu por que esses encontros não estão registrados na agenda.

“As ciências sociais aplicadas, humanidades e linguística geram pouquíssimas publicações com impacto científico. Elas não são replicadas ou citadas”
Idem

EXAGERADO Dados do portal de indicadores da produtividade científica mundial SCImago mostram que os 55.138 artigos publicados no Brasil entre 1996 e 2017 por pesquisadores de Artes e Humanidades e Ciências Sociais receberam 258.319 citações. Isso representa uma média de 4,68 citações por artigo. A média obtida pelo país em todas as áreas nesse período foi de 10,4 citações, abaixo do índice médio mundial, de 17,4 vezes. Em nota, a assessoria do MEC declarou que esse número representa somente 3% da produção científica nesta mesma base de dados.

“50% das nossas crianças passam pelo ensino fundamental e não aprendem a ler, escrever e fazer contas”
Idem

SUBESTIMADO O Anuário Brasileiro da Educação Básica de 2018 aponta que 81,8% dos estudantes que concluíram o ensino fundamental não tiveram aprendizagem adequada em matemática. O levantamento da ONG Todos Pela Educação também mostra que 66,1% dos alunos concluintes dessa etapa de ensino não tiveram aprendizagem adequada de língua portuguesa. Em nota, a assessoria do MEC disse que o ministro estava falando da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA). Em 2018, essa avaliação mostrou que 45,3% dos alunos tinham proficiência suficiente em matemática, 43,3% em leitura e 66,2% em escrita. Entretanto, a ANA é realizada no 3º ano do Ensino Fundamental, e não no final.

“O que que a gente vê no ensino médio? Ele não está universalizado”
Idem

VERDADEIRO Os dados do Anuário Brasileiro da Educação Básica mostram que 90,8% dos jovens de 15 a 17 anos estavam matriculados no ensino médio em 2017. Em 2016, o índice também era de 90,8%, mostrando uma estagnação no acesso a essa etapa de educação. Vale ressaltar que, em 2017, apenas 59,2% dos jovens de até 19 anos haviam concluído o ensino médio. Em 2016, eram 58,9%.

“Quando a gente olha pro começo do [ensino] fundamental, a gente vê que, praticamente, já foi universalizado”
Idem

VERDADEIRO Segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica, 97,7% das crianças de 6 a 14 anos estavam matriculadas no ensino fundamental em 2017.

“A gente vê que a pré-escola (…) a gente ainda não universalizou”
Idem

VERDADEIRO O Anuário Brasileiro da Educação Básica de 2018 mostra que 93% das crianças de 4 e 5 anos estavam matriculadas na pré-escola. O indicador cresce progressivamente desde 2014. Segundo o levantamento, a região Norte é a área com menor percentual de crianças nesta etapa de ensino —86,9% em 2017.

Da FSP


IMPEACHMENT DE BOLSONARO JÁ ENTRA NA ORDEM DO DIA





















A crise política e econômica, as denúncias de que o filho do presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), formou quadrilha quando era deputado estadual, o desprestígio do presidente da República e a insatisfação popular fizeram com que o impeachment passasse a ser discutido nos bastidores políticos.

A coluna Painel do jornal Folha de S.Paulo destaca que "o cenário de fraqueza econômica, instabilidade política e aprofundamento das apurações contra Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) fez a palavra impeachment voltar a circular nos Poderes". Mais grave ainda, não se trata de uma conspiração, diz a coluna mas de uma constatação resignada diante da força dos fatos.

O fracasso precoce de Bolsonaro é uma possibilidade sobre a qual há debates entre integrantes dos poderes Legislativo e Judiciário, todos temerosos do que pode ocorrer com o país na concretização dessa hipótese.

Brasil 247


Estudantes têm até hoje (17) para se inscrever no Enem 2019




















Hoje (17) é o último dia para os estudantes se inscreverem no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. As inscrições podem ser feitas pela internet, na Página do Participante, até as 23h59.

A dica do Ministério da Educação é não deixar para se inscrever na última hora, pois são comuns os picos de acesso ao sistema de inscrição nos últimos minutos.

Também termina hoje o prazo para solicitar atendimento especializado e específico e para alterar dados cadastrais, município de provas e opção de língua estrangeira. No dia 22 será divulgado o resultado do pedido de atendimento especializado e específico.

Taxa de Inscrição

A taxa de inscrição para o Enem é de R$ 85. Quem não tem isenção deve fazer o pagamento, até o dia 23 de maio, em agências bancárias, casas lotéricas e Correios.

Provas

O Enem será aplicado em dois domingos, nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia de prova, os participantes responderão a questões de linguagens e ciências humanas e farão a prova de redação. Para isso, terão 5 horas e 30 minutos. No segundo dia, os estudantes terão 5 horas para resolver as provas de ciências da natureza e matemática.

Os gabaritos das provas serão divulgados até o dia 13 de novembro. O resultado sairá em data a ser divulgada posteriormente.

As notas do Enem podem ser usadas para ingressar em instituição pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para obter bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Agência Brasil


Congresso Nacional gasta R$ 10,8 bilhões por ano

Em um país quebrado, com um rombo no orçamento previsto em R$ 124 bilhões, o Congresso Nacional custa aos cofres públicos R$ 10,8 bilhões ao ano. O custo do legislativo brasileiro é o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. O ranking foi feito pela União Interparlamentar, organização internacional que estuda os legislativos de diferentes países.

Os cortes previstos pelo governo Bolsonaro para a área de Educação, alvo de protestos nesta quarta-feira, somam R$ 7,4 bilhões em 2019, podendo chegar a R$ 10 bilhões. Atingem todas as áreas, do Ensino Superior à Educação Básica. Se o contingenciamento chegar aos R$ 10 bi, o valor será equivalente às despesas previstas para o Congresso Nacional no Orçamento 2019.

Para este ano, as despesas da Câmara dos Deputados estão previstas em R$ 6,3 bi e do Senado Federal em R$ 4,5 bi, de acordo com a lei orçamentária anual (13.808/2019). Dividindo o gasto pelos 365 dias do ano, o Congresso custa aos brasileiros quase R$ 30 milhões por dia, mesmo aos sábados, domingos e feriados.

Além do custo do Congresso ser equivalente ao contingenciamento da Educação, também é semelhante a toda a riqueza produzida anualmente por alguns Estados brasileiros, como Acre (R$ 13 bi) e Roraima (R$ 11 bi), dados de 2016.

O número de funcionários do Congresso equivale à população de muitas cidades. Só na Câmara são 2.894 servidores concursados, 1.456 em cargos especiais, 8.949 secretários parlamentares e 3.260 terceirizados, um total de 16.559 (dados de março 2019). Já no Senado são cerca de 9.000. Ou seja, no Congresso Nacional trabalham mais de 25 mil pessoas. No Brasil, há cerca de 4.000 municípios com população de até 25 mil.

Para Gil Castelo Branco, da Associação Contas Abertas, apesar de estar claro que o custo do Congresso Brasileiro é alto, é difícil apontar se o dinheiro está sendo bem empregado e o que poderia ser cortado:

— Os únicos indicadores que temos sobre a efetividade dos gastos são as comparações internacionais com outros parlamentos e as comparações de quanto se gasta por cada discussão, número de audiências, por exemplo, ou projeto aprovado. Porque os produtos que o Congresso geram são esses. Quanto às despesas se consegue discriminar quanto está se gastando em luz, segurança e etc, mas é difícil ter um medidor se é muito ou pouco.

Ele acrescenta que há projetos no Congresso para redução de despesas, mas que ainda não foram implementados e chama a atenção para o número de servidores por gabinete:

— Já ouve senador com mais de cem servidores no gabinete e hoje o recordista tem 78.

A estrutura do Congresso Nacional é fundamental para a democracia brasileira. As duas casas são a sede do poder Legislativo, que ao lado do Executivo e do Judiciário formam a estrutura política do País. O Congresso Nacional tem como principais responsabilidades elaborar as leis e fiscalizar as contas do Executivo (contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da Administração direta e indireta).

O Congresso, portanto, é fundamental e, claro, sempre terá um custo. Não há, no entanto, indicadores que possam medir a eficiência do nosso legislativo em relação aos gastos e aos resultados que entregam aos brasileiros, pagadores de impostos.

R7


quinta-feira, 16 de maio de 2019

DIA HISTÓRICO EM SANTA CRUZ, IFRN E FACISA LOTA AS RUAS CONTRA OS CORTES NOS INSTITUTOS FEDERAIS E UNIVERSIDADES





























Quarta-feira (15) foi marcado por protestos em todo Brasil contra cortes de quase 40% nas verbas de custeios de universidades e institutos federais de Educação. E na cidade de Santa Cruz no interior do Rio Grande do Norte não foi diferente, IFRN junto com a FACISA foi as ruas mostrar a importância das duas instituições para cidade como também para região do Trairi. 

Os atos começaram nas primeiras horas do dia (15) na praça central da cidade com apresentações da ações e atividades realizadas pela FACISA e IFRN, em seguida aconteceu uma aula publica explanando o impacto nas instituições com os cortes.


























O professor Alex da FACISA falou com o blog sobre o momento: "Nós estamos aqui hoje atendendo um chamamento de uma luta nacional, hoje é o dia nacional de paralisação da educação pública em todo Brasil, nós estamos produzindo uma movimentação para se contrapor as medidas que foram anunciadas e o bloqueio na educação que representa um bloqueio de aproximadamente 30% nas verbas de custeio. Santa Cruz é uma cidade que tem as economias movimentada não só pela Universidade Federal mas também pela instituto federal, a gente também está aqui para denunciar que tá acontecendo o verdadeiro estelionato eleitoral na verdade estelionato político em relação à reforma da Previdência essa reforma ela não pode passar porque ela vai acabar com o sistema solidário que precisa-se de modificações mas não a sua privatização."

O blog também ouvi o estudante Junior, do coletivo Kizomba e membro diretório acadêmico da FACISA. Hoje Nós Alunos nos reunimos para uma aula pública aqui na Praça de Santa Cruz para mostrar os nossos projetos, o que nós fazemos na comunidade de Santa Cruz. Nós da UFRN estamos com vários cortes que vem do governo federal e  estamos com dificuldade de fazer nossos projetos como nas nossas clínicas de fisioterapia, clínica de nutrição e clínica de enfermagem. Então para que seja necessário fazer todos os projetos que os alunos tenham um ensino de qualidade, precisamos dos recursos e esses recursos estão sendo cortados e nós enquanto alunos, professores e técnicos não vamos nos calar diante desses corte e por isso estamos aqui para mostrar a comunidade que nós somos pessoas que estamos aqui para mostrar nossa qualidade de ensino. 




















O dia de manifestações continuo durante a tarde no IFRN, localizado no bairro do Paraíso, onde de lá todos tomaram as ruas da cidade, com palavras de ordem, cartazes e gritos de guerra. Estudantes, Professores, Servidores e Técnico-administrativos mostraram que não irão aceitar quietos os cortes na Educação feitos pelo governo Bolsonaro. Conversamos com os professores do IFRN Ana Júlia, Pedro Felipe e Ana Letícia sobre o momento e os impactos do corte no instituto.

- "Ana Júlia profª. IFRN: Esse momento é um momento muito grave, estamos todos os servidores, professores técnico-administrativos e alunos do IFRN e FACISA para denunciar a sociedade quão grave é esse momento que a gente tá vivendo que põe em risco o direito à educação de diversos alunos daqui de Santa Cruz e da região, porque o instituto atende alunos da cidade e de toda região do Trairi. Então se essas medidas anunciadas pelo governo de corte de quase 40% no custeio da instituição, se ela não for revertida à instituição vai parar em setembro sendo assim não vai ter condição de oferecer aula porque como é que a gente vai pagar energia água funcionários terceirizados? Então é muito grave esse momento".





















Pedro Felipe prof. IFRN: Queremos chamar atenção da população para o que fazemos, do impacto que tem dentro das nossas comunidades e que estão inseridos os institutos e todas as universidade e tentar trazer para o nosso lado e tentar chamar para o nosso lado da população em geral, que muitas vezes não conhece o que acontece dentro dos muros das universidades e dos institutos federais. Esses atos eles são meio que uma forma de publicizar esse trabalho que a gente tem feito e fazer o que as pessoas entendam qual é a relevância do Instituto da universidade e o como ela vai como ela vai sofrer se esses caras realmente acontecer. 


Ana Letícia Profª IFRN: "Quando começa a pensar que o IFRN é uma instituição que não trabalha só coma Educação mas também com a vida, temos plena consciência da quantidade de vidas que nós impactamos em toda região do Trairi e demais regiões. Hoje temos 21 IFs espalhados no estado inteiro e esses IFs eles são responsáveis pela produção científica, pelos projetos de extensão, pelos projetos de pesquisa e também de ensino. Agora os alunos para terem Educação de qualidade eles não precisam mais ir a capital para poder ter acesso a essas questões. Então hoje nós oferecemos uma educação pública, gratuita e de qualidade, UFRN no estado é a prova que isso é possível e que não podemos deixar que essas ideias morram".





quarta-feira, 15 de maio de 2019

A Atreva-se e IFRN Campus Santa Cruz/RN irá realizar o 2° Seminário: LGBTIfobia se combate todos os dias e convidam a todos para se fazer presente.

A Atreva-se em parceria com o IFRN tem a honra de lhe convidar participar do 2° Seminário LGBTIfobia se combate todos os dias que acontecerá no dia (16) de Maio nesta quinta feira a partir das 8h da Manhã no Mini Auditório da IFRN Campus Santa Cruz/RN.

A atividade acontecerá em alusão ao Dia 17 de Maio Dia Internacional de Combate a LGBTIfobia, além disso iremos homenagear a Severo que foi covardemente assassinada vitima da LGBTIfobia durante o ano de 2006, através da Exposição de Fotografia Severo Trans Não Binária que estará acontecendo durante a realização do evento. 

Você é nosso/nossa convidado/convidada vamos juntos e juntas dizer não a LGBTIfobia e toda forma de preconceito e discriminação.

Aguardamos pela sua participação.



UNIVERSIDADE NÃO É PARA TODOS. Por Ramon Luduvico


Apesar das irracionalidades do (des)governo Bolsonaro, uma coisa o antigo ministro da educação, Ricardo Vélez Rodríguez, acertou em cheio: Universidade não é para todos. Nunca foi.

Para se ter uma ideia, apesar da primeira instituição de ensino superior ter sido criado em 1808 (Escola de Cirurgia da Bahia), a primeira universidade brasileira foi criada apenas em 1920 sendo a justaposição de três escolas, sem integração nenhuma entre elas, conservando cada uma suas próprias características. O motivo? Conceder o título de Doutor Honoris Causa ao Rei Alberto I, da Bélgica.

Indiscutivelmente foi um avanço para o Brasil criar sua primeira universidade, porém esse desenvolvimento foi extremamente tardio, já que no século XVI já haviam sido criadas universidades no Peru e no México. Quando o nosso país criou sua primeira universidade, cerca de 350 anos depois do primeiro projeto, já haviam mais de 100 universidades pelas américas, ficando atrás de países como Guatemala, Bolívia, Venezuela, Chile, Cuba, dentre outros.

Entre a primeira universidade, criada em 1920, e 2002 foram criadas 45 universidades federais, ou seja, uma taxa de uma universidade a cada 2 anos. O cenário começou a mudar nos governos do PT, nos quais foram criadas 18 universidades federais e 173 câmpus universitários, uma taxa de 1 universidade a cada oito meses; a quantidade de alunos duplicou, ultrapassando os milhões. 360 unidades dos institutos federais também entram para os marcos históricos da educação pública brasileira, o que significa que em 13 anos se construiu mais unidades do que em toda a história dos institutos.

Além desses números é importante mencionar as políticas de inclusão que permitiram classes sociais antes excluídas dessa modalidade de ensino agora tivessem direito a um diploma superior. A quantidade de estudantes de escolas públicas que ingressaram nas universidades federais passou de pouco menos de 29 mil para mais de 78 mil. A taxa da população de negros e pardos que concluem o ensino superior subiu mais de 4 vezes, chegando a 9,3%. Agora a filha da empregada sentava ao lado da filha da patroa, o filho do pedreiro podia ser “doutor”.

A universidade sempre foi um espaço elitizado, pouco acessível à população mais carente e continuamente foram instituições que gastaram muito se comparadas ao ensinos fundamental e médio. O problema é que os governos do PT realizaram a “balbúrdia” de colocar a população antes marginalizada para dentro das universidades. Agora o negro, o pobre, o periférico também tem direito de fazer um ensino superior; para Bolsonaro o problema não é gastar muito, o problema é gastar com as classes inferiores.

É importante desmentir esse governo quando ele diz que cortando das universidades pode realocar essa verba para instituições de ensino fundamental e médio. É mentira, pois o ministério da educação é responsável pelos ensino técnico e superior, o ensino médio estão a cargo dos estados e o município arca com o ensino fundamental. Então cortando das universidades não significa mais dinheiro para o ensino básico.

Desde 2015 vem-se diminuindo o orçamento das universidades, porém o corte de 30% anunciado pelo governo Bolsonaro significa o sucateamento do ensino superior e técnico, além do provável fechamento de boa parte dessas instituições. Aqui no RN esse corte significou mais de 100 milhões de reais bloqueados da UFRN, do IFRN e da UFERSA.

Na UFRN a administração já anunciou que só tem recurso para manter-se até setembro, e que se prevalecer essa medida além dos prejuízos acadêmicos haverá demissão de mais de 1.500 servidores terceirizados e o cancelamento de diversos contratos de prestação de serviço que a instituição possui, aumentando o desemprego no estado. No IFRN e na UFERSA o cenário é semelhante.

Uma medida como essa só pode surgir de quem não conhece essas instituições. Citando mais uma vez a UFRN podemos perceber que ela possui 22 patentes registradas e mais de 200 em processo de registro, possui importantes organismos vinculados como o Instituto Internacional de Física, Instituto do Cérebro, enfim, 12 institutos, faculdades e escolas; dentre elas a FACISA em Santa Cruz, considerada a melhor instituição de ciências da saúde no interior do RN; a UFRN ainda possui 10 núcleos, 8 centros, 3 museus, 3 hospitais (dentre eles o Hospital Universitário Ana Bezerra), laboratórios de ponta e diversas linhas de pesquisa e projetos de extensão que beneficiam a sociedade.

O IFRN e a UFERSA seguem nessa mesma linha, levando ciência, tecnologias e conhecimento de qualidade em 30 campus espalhados por todo o Rio Grande do Norte oportunizando educação para mais de 77 mil potiguares. Precisamos lutar para manter e ampliar as conquistas na educação. Avançamos um pouco, porém ainda precisamos avançar muito mais e não perder o que já conquistamos.


Por Ramon Luduvico


terça-feira, 14 de maio de 2019

SINTE/RN SANTA CRUZ REALIZOU NA MANHÃ DESTA TERÇA (14) NO AUDITÓRIO DA FACISA UMA RODA DE CONVERSA SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA






















Com a presença de professores, alunos e a comunidade, aconteceu manhã desta terça-feira (14) no auditório da FACISA uma roda de conversa sobre a reforma da previdência realizado pelo SINTE/RN Santa Cruz. Foram convidados para  explanar e mostrar quais mentiras e efeitos que afetaram a vida de todo brasileiro caso essa reforma venha ser aprovada o auditor fiscal e membro da Frente Potiguar em Defesa da Previdência o Dr. Arnaldo Fiuza e Júlia Moura da assessoria jurídica do SINTE/RN

Pontos importantes foram apresentados pelo Dr. como: idade de contribuição, aposentadoria professora, regime de capitalização, (BPC) Benefício de Prestação Continuada, pensão por morte, aposentadoria rural, fim do abono pis/pasep entre outros

Em conversa com o blog o Dr. Arnaldo afirmou que: "O problema dessa reforma que ao contrário das anteriores ela não só prejudica o trabalhador Nas questões para métricas aumentando o tempo de contribuição e aumentando a idade mínima e reduzindo o valor dos seus benefícios previdenciários". "A gente demonstrou aqui na palestra de hoje que o Sistema Brasileiro de Seguridade Social ele continua superavitário números que a gente traz baseados e extraídos da secretaria de Previdência Social e do sistema de informação CIAF do Ministério da administração esses números são todos os oficiais demonstram que nos 13 últimos anos a Seguridade Social teve um superavit de mais de 500 bilhões os últimos dois anos houve um déficit, mas esse déficit adveio em virtude de a gente ter tido uma crise econômica que gerou uma recessão em uma queda do PIB de quase 8%".

A reforma da Previdência não acaba com as mordomias do presidente dos ministros políticos ou da alta cúpula das Forças Armadas. Na verdade, ela ataca os trabalhadores, servidores públicos, pensionistas e os mais pobres que sobrevivem ao benefício de prestação continuada (BPC). Com a reforma, os privilegiados, os banqueiros e as grandes empresas vão lucrar ainda mais.

Também falou com o blog sobre o momento a presidente do SINTE/RN Santa Cruz, Cristiane Dantas: "particularmente achei esse momento muito rico de hoje, com essa roda de conversa aqui em Santa Cruz a princípio com os trabalhadores em educação da rede Municipal e estadual mas decidimos abranger mais pessoas nesse momento então convidamos toda comunidade. Foi uma conversa bastante proveitosa nessa manhã, quando a gente dialogou com os presentes sobre a Reforma da Previdência, então eu acredito que foi um aprendizado uma verdadeira aula de cidadania". 

O educador João Cemario também conversa conosco: "Esse momento ele foi um momento ímpar, porque tivemos a participação de professores, tivemos também a participação de alunos esses alunos esses estudantes participaram de certa forma em massa vindos da Escola Francisco de Assis Dias Ribeiro, mas esse debate ele foi além porque teve a presença da rádio comunitária Santa Rita então assim esse momento se torna importante por ser reflexivo é a hora de chamar a classe trabalhadora para ir à luta, para chamar classe trabalhadora mostrando o desmonte que esse país se encontra mostrando o desmonte desse país mostrando também a perversidade que as instituições financeiras tentam fazer junto com o governo perante a classe trabalhadora. Então é necessário que nós tenhamos a coragem e dignidade e a ousadia de irmos as ruas dizer não a essa reforma da Previdência é necessário também Robson, que nós tenhamos a coragem de chamar atenção dos parlamentares que estão aí eu sei que não podemos incluir todos como irresponsável, mas a maior parte está se vendendo nós temos que dar um basta nisso temos que exigir desse governo que de fato ele faça o bem-estar para a população brasileira".

Em seguida a Júlia Moura da assessoria jurídica do SINTE/RN fala: "Bem esse momento de hoje foi importante para o que nós tenhamos maior conhecimento sobre a reforma da Previdência que está para acontecer no Brasil e que a gente possa ter conhecimento desses pontos que vai ser mudado caso seja aprovado, então assim é o momento de irmos para as ruas é o momento de lutar. Amanhã terá uma parada nacional para que a gente possa estar aí pedindo por alternativas, pedindo por diferenças para que nós não tenhamos os nossos direitos sonegados no futuro de toda a população brasileira".