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terça-feira, 13 de junho de 2017

PSDB decide permanecer no governo de Temer.


O PSDB decidiu permanecer no governo de Michel Temer em reunião realizada ontem, em Brasília. “O PSDB não fará nenhum movimento agora no sentido de sair do governo”, disse o senador José Serra (SP) ao fim do encontro. 

O tucano disse que novas posições podem ser tomadas caso haja um novo curso nos fatos, mas garantiu que não será feita a entrega de cargos no governo pelo partido.
Embora na semana passada o movimento de desembarque tenha crescido, especialmente com o apoio do presidente interino da sigla, Tasso Jereissati, setores da legenda fizeram pressão para barrar esse rompimento. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador Aécio Neves lideraram as articulações pela manutenção do apoio ao governo.

Os principais líderes e dirigentes da sigla defenderam a manutenção do apoio do partido a Temer durante a reunião, em nome da aprovação da agenda de reformas proposta pelo peemedebista. Governadores, parlamentares e ministros tucanos atuaram para aplacar a cobrança de integrantes da sigla que pressionavam pelo rompimento com o governo e a entrega dos cargos ocupados pelo PSDB na gestão Temer.

Durante o encontro, Alckmin afirmou que a legenda deveria permanecer no governo até a conclusão da pauta de reformas de Temer - trabalhista, previdenciária e política.
Para o paulista, a manutenção do apoio do PSDB ao governo deveria estar associada à urgência dessa agenda.

Votos vencidos
Em Pernambuco, o posicionamento dos deputados federais Betinho Gomes (PSDB) e Daniel Coelho (PSDB) em defender a saída do PSDB do governo Temer foi derrotado na reunião de ontem. Os dois têm opinado publicamente pela saída da legenda da base aliada, a entrega dos cargos no governo, sem no entanto, deixar de votar a favor nas matérias consideradas prioritárias para o país.

Já a presidente do PSDB Mulher e integrante da Executiva Nacional, Terezinha Nunes, e o presidente estadual da legenda, deputado Antônio Moraes, argumentam que, por causa da crise que afeta o Brasil, o momento agora é de ter responsabilidade. De acordo com eles, mesmo o PSDB correndo o risco de desgaste por optar em permanecer do governo Temer, precisa agir com cautela e sem açodamento. (Da redação com Folhapress)



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